Orelha era um cão sem raça definida que vivia há cerca de dez anos na região da Praia Brava, sendo alimentado e cuidado por moradores e comerciantes locais. Em janeiro de 2026, o animal foi brutalmente agredido e encontrado com ferimentos graves, resultado de ataques atribuídos a um grupo de adolescentes. Devido à gravidade das lesões, ele precisou ser submetido à eutanásia em uma clínica veterinária.
O caso também reacendeu discussões sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes para proteger os animais e incentivar denúncias de maus-tratos. No Brasil, a legislação já prevê punições para quem pratica abuso, ferimentos ou mutilação de animais. Desde 2020, quando foi sancionada a chamada Lei Sansão, a pena para crimes contra cães e gatos pode chegar a dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição de guarda de animais.
Para especialistas e entidades de proteção animal, episódios como o de Orelha mostram que a fiscalização e a conscientização da população continuam sendo fundamentais para combater a violência contra animais.


