Segundo a Polícia Civil, o adolescente deixou o condomínio onde o crime ocorreu, na Praia Brava, às 5h25 da manhã do dia 4 de janeiro de 2026. Pouco depois, por volta das 6h, retornou ao local acompanhado de uma amiga — um dos pontos que contradizem a versão apresentada por ele durante o depoimento. Entre as provas estão as imagens de câmeras de segurança, que registraram inclusive a roupa usada no dia da agressão, considerada elemento-chave pela polícia.
No dia em que a Polícia Civil identificou os suspeitos, o adolescente deixou o Brasil. Ele permaneceu fora do país até 29 de janeiro, quando foi abordado pelas autoridades no aeroporto, ao retornar. Durante o desembarque, um familiar tentou esconder um boné rosa e um moletom que estavam com o adolescente — peças consideradas relevantes para a investigação.
Além do pedido de internação do adolescente, as autoridades indiciaram três adultos por coação de testemunha, devido a tentativas de interferir na investigação. Por envolver menores de idade, o processo corre em segredo de Justiça. Outros quatro adolescentes foram representados pelo caso do cão Caramelo, que também sofreu agressões, mas sobreviveu.
Nota da defesa
Em nota oficial, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, que representam o adolescente citado no caso da morte do cão Orelha, afirmam que as informações divulgadas até o momento se baseiam em elementos circunstanciais, que, segundo a defesa, não configuram prova nem permitem conclusões definitivas.
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